Teste: Toyota Etios X-Plus 1.5 AT

Poucos carros foram tão criticados no lançamento como o Etios. Lembro que, alguns meses antes da estreia, em setembro de 2012, a Toyota levou um grupo de jornalistas até o Japão para acelerar o compacto. Lendo as primeiras reportagens, era unânime o desapontamento. O Etios era racional demais, não oferecia qualquer requinte a bordo e tinha um dos desenhos mais feios da época. Criado para mercados asiáticos, como Índia e Tailândia, o compacto parecia um tiro no pé da japonesa. E não é que estavam todos errados?

Impressões gerais

Mesmo sem vender o volume dos rivais, como Onix e HB20, o Etios se mantém na briga mês após mês. Claro que isso só foi possível com alguns ajustes. Agora, na linha 2019, o carro ganha mais atrativos, como a inclusão dos controles eletrônicos de tração e estabilidade, que icrementam o pacote de segurança do carro. Por fora, o modelo pouco foi alterado. Nesta atualização, tanto o hatch quanto o sedã ganharam faróis com máscaras negras, lanternas fumê, novas rodas e acabamento em preto piano na grade. Há uma cor nova chamada Super Vermelho.

Impressões ao volante

Dirigimos a versão intermediária X-Plus, de R$ 59.960. Com motor 1.5 flex e câmbio automático, o hatch tem lá seus méritos: não empolga, mas é correto em quase tudo. A suspensão tem um dos melhores acertos da classe, a direção elétrica é leve e precisa.  Já o motor 1.5 flex de 107 cv e 14,4 kgfm não sobra, nem falta, mesmo regido por um câmbio automático de quatro marchas antiquado. A transmissão não é das mais modernas, mas oferece trocas rápidas e suaves.

Vale a compra?

Sim. O pacote de equipamentos não é incrível pelos R$ 60 mil pedidos, mas o Etios está entre os hatches automáticos 0 km mais equilibrados em termos de custo-benefício. O design não é um ponto forte, mas o conjunto mecânico agrada e o carro se vale da confiança da marca e do honesto custo de manutenção. A lista de itens de série é boa, mas se desejar um carro com interior mais caprichado e equipamentos como central multimída, vale ficar de olho em opções mais caras, como o Honda Fit com motor 1.5 e câmbio CVT e o Hyundai HB20 com motor 1.6 e transmissão automática de seis velocidades.

TESTE

Aceleração
0 – 100 km/h: 11,2 s
0 – 400 m: 18 s
0 – 1.000 m: 33 s
Vel. a 1.000 m: 159 km/h
Vel. real a 100 km/h: 94 km/h

Retomada
40-80 km/h (Drive): 6,3 s
60-100 km/h (D): 6,3 s
80-120 km/h (D): 8,6 s

Frenagem
100 – 0 km/h: 42,4 m
80 – 0 km/h: 31 m
60 – 0 km/h: 15,2 m

Consumo
Urbano: 7,7 km/l
Rodoviário: 11,8 km/l
Média: 9,7 km/l
Aut. em estrada: 531 km

FICHA TÉCNICA

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.5, 16 válvulas, comando duplo variável, injeção eletrônica, flex

Potência: 107/102 cv a 5.600 rpm

Torque: 14,7/14,3 kgfm a 4.000 rpm

Câmbio: Automático de quatro marchas, tração dianteira

Direção: Elétrica

Suspensão: Ind. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)

Pneus: 185/60 R15

Dimensões
Comprimento: 3,88 m
Largura: 1,69 m
Altura: 1,51 m
Entre-eixos: 2,46 m

Tanque: 45 litros

Porta-malas: 270 litros (fabricante)

Peso: 965 kg

Central Multimídia: Não possui

Garantia: 3 anos

Cesta de Peças**: R$ 3.273

Seguro***: R$ 2.308

Revisões
10 mil km: R$ 232
20 mil km: R$ 417
30 mil km: R$ 636

**Retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro do ar-condicionado (elemento), filtro de ar do motor (elemento), jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível.
***Seguro: as cotações foram feitas pela Limiar Seguros (11 2506-9242), com base no perfil de um homem de 40 anos, casado, morador da zona Sul de São Paulo, sem bônus.

FONTE: Revista auto esporte

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